quinta-feira, 14 de junho de 2018

As funções das imagens no material didático.

O Prof. Tibério Feliz Múrias, renomado professor espanhol,
 faz a proposta de 8 funções básicas para a 
Imagem em obras didáticas. 
Vamos conferir?



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O potencial didático das imagens geocientíficas.

Doutor: Edson Roberto de Souza - O potencial didático das imagens geocientíficas.  -  O Prof. Doutor fala sobre as dificuldades de nosso dia á dia diante da aplicação da imagem no material didático, que não só na Geociência, mas se aplica a toda nossa demanda.
vídeo: 28:08
https://www.youtube.com/watch?v=5SD2gV4Kk6s&sns=fb

terça-feira, 5 de abril de 2016

Questões de Vestibulares – Cuidados!

Coitadinho do Brian!





Ele nunca colocou os pés na Lua!
Aposto que ele queria!

São inúmeros os erros que acontecem em questões de Vestibulares!

E entre eles:



Foto Original:


O astronauta Alan L. Bean, piloto do módulo lunar, faz uma pausa perto de um suporte de ferramenta durante a caminhada espacial na superfície da lua, durante a Missão Apollo 12.
O Comandante Charles Conrad Jr. tirou a foto em preto-e-branco, cuja a sua imagem é refletida na viseira do capacete de Alan L. Bean. 
Data: 19/20 de Novembro de 1969
Créditos de imagens: NASA


"Cabe ao Profissional de Iconografia 
checar a veracidade das informações 
enviadas como referência."





quarta-feira, 15 de julho de 2015

Tribo Africana Ubuntu

Imaginem só a situação:

Você recebe uma pauta em que se pede uma imagem que rolou pelas redes sociais até não mais poder!


Você lembra desta imagem, não é? Se que é que já não passou por suas mãos!
A informação do pedido foi: “foto da Tribo Africana Ubuntu, demonstrando união”, 
cuja a fonte do texto está no site: 
assim como em muitos outros sites na web. 

Dizendo que:

“Um antropólogo estava estudando os usos e costumes de uma tribo africana chamada Ubuntu e, quando terminou seu trabalho, sugeriu uma brincadeira para as crianças: pôs um cesto muito bonito, cheio de doces embaixo de uma árvore e propôs às crianças uma corrida. Quem vencesse ganharia o bonito e delicioso presente. Quando ele disse “já”, todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção ao cesto. Dividiram tudo entre si muito felizes.
O antropólogo ficou surpreso com a atitude das crianças. Elas lhe explicaram: “Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?” Ele, então, percebeu a essência daquele povo: não havia competição, mas sim colaboração. Ubuntu significa: “Sou quem sou, porque somos todos nós!”
Pois bem, após a negativa todas as agências internacionais, você resolve estudar um pouco o assunto e descobre que:

  Ubuntu não é uma tribo africana! 

Mas, sim é uma palavra e significa: “humanidade”!

E eles nos oferecem uma lição simples: ubuntu, uma palavra comum em várias línguas africanas, geralmente traduzida como humanidade. Mas é pouco. Ubuntu, uma palavra e muitos significados: amizade, solidariedade, compaixão, perdão, irmandade, o amor ao próximo. A capacidade de entender e aceitar o outro.” Renato de Oliveira

E também se depara com uma matéria produzida pela Rede Globo sobre o significado da palavra “Ubuntu”:



https://www.youtube.com/watch?v=mTQA3PRV6aw

00:00/03:00

Não satisfeita, pesquisamos aqui e ali, entra e sai de site, e chegamos a Jornalista 
e Filósofa Lia Diskin, que em vários sites é indicada como autora do relato.                                                                                         
E vamos atrás dela!
Chegamos a uma Palestra do TEDxESPM - 09/29/11 - São Paulo – Brasil, onde Lia Diskin menciona, bem no finalzinho, o seu relato, sobre as diversa histórias do "Ubuntu" que foram publicadas na web.




00:00/16:56

Conclusão:
A foto não foi identificada, porém qualquer foto de tribos africanas simbolizando   
 "a união" poderia ser usada, inteirando o significado! 
Esta pesquisa também nos leva a uma revisão do texto a ser publicado!

 "O trabalho do pesquisador iconográfico vai 
muito além de buscas de imagens!"

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Evolução do Processo da Pesquisa Iconográfica.

Você consegue imaginar a Iconografia antes da 
“Era Digital”?


Pois é, ela existiu!

Um período que somente as Bibliotecas e poucas Agências de Imagens faziam parte do cenário.

Acho que podemos chamá-la de “Era Analógica”, na qual as ferramentas existentes eram uma internet discada, sem DVDs, pendrives ou programas de transferência de arquivos.  




Sabe como funcionava?

O Editorial encaminhava o texto, com os pedidos do autor e a solicitações do Editor.
Ao ler o texto, fazíamos quatro ou mais listas (pautas) com as imagens á serem pesquisadas em:
 Agências de Imagens Internacionais, Nacionais e Jornalísticas, Bibliotecas e Instituições.
Com as listas prontas, de posse do maior grau de descrições possíveis das imagens, seguíamos as metodologias distintas de acordo com os padrões de cada fornecedor.
Por exemplo, algumas Agências Internacionais tinham catálogos, com as fotos codificadas, onde podíamos selecionar as opções e pedirmos para enviarem os cromos.
Entretanto, o material impresso não representava a totalidade dos acervos das empresas.
A maioria dos casos, precisávamos fazer uma descrição do que era preciso e as Agências nos enviam cartelas e mais cartelas de cromos com as opções para a compilação e edição da pesquisa.
Aqui cabe ressaltar que nem sempre o autor ou editor eram claros em seus pedidos, mas o acesso aos textos nos salvava  (vide artigo disponível abaixo), sem deixar de mencionar o relevante apoio das Agências contribuía e muito para um bom resultado.
Quando se tratava de Bibliotecas e Instituições (o que hoje ainda se aplica, já que nem todo o acervo é digitalizado), íamos até o lugar, pesquisávamos livro por livro, até encontrarmos a imagem em domínio público de qualidade para reprodução. Pedíamos autorização para a Biblioteca e agendávamos com o fotógrafo, para fazer as reproduções pesquisadas.
Uma vez finalizado o processo de captação de material fotográfico, fazíamos uma pré-edição dos cromos, para apresentar pelo menos cinco opções de imagens para o autor e editor.



A responsabilidade do profissional de iconografia em relação aos cromos era muito grande.
Vocês podem imaginar que no caso de extravio ou danos ao cromo, existia uma multa contratual no valor de R$ 3.000,00? Portanto, tanto o check-in e o check-out das cartelas de cromos eram tensos.
Era comum em uma pesquisa de 100 imagens, gerarem cerca de 500 cromos, portanto, estamos falando na soma de R$ 150.000,00, na mão do profissional em uma simples pesquisa.

Uma vez feita à reunião com o autor e editor, fechava-se a pesquisa, separando-se os cromos aprovados, fazíamos a pauta final, com todas as informações da imagem: local, data, informações complementares, créditos a serem aplicados, e assim encaminhados para o Bureau.  Informávamos ás agências quais imagens tinham sido aprovadas e quais estariam devolvendo de imediato.  Posteriormente, devolveríamos as demais, quando liberadas pelo Bureau. E para fechar a conta do fluxo de entrada e devolução de cromos? Dava dor de barriga!!!!

"Era Digital" -  novas ferramentas, velhas histórias.


Muitas vezes, os autores nos apresentam pedidos de imagens, com uma referência visual (recorte de Revistas, Jornais, folhetos e etc.), porém sem qualquer informação de origem, data, procedência, apenas a imagem.  Isto me remete a um pedido de um afresco egípcio (pintura na parede), o que me levou a uma incrível e longa ”viagem” a todas as tumbas do Vale do Reis, até encontrar a imagem mencionada no texto do autor.

Situação ainda comum na atualidade, principalmente, quando a fonte primeira são Blogs, pois estes não tem a preocupação de creditar as imagens. Muitas delas, por vezes foram produzidas pelo próprio blogueiro, que até mesmo autorizando-as, não as tem em alta definição, não tento qualidade, portanto, para impressão.
O mesmo acontece com as imagens históricas, nas quais além de gerar matrizes de qualidade para reproduções devidamente legalizadas, precisamos encontrar informações de fontes confiáveis, que agreguem elementos para Editores e Autores, criarem suas legendas com substância.

Em um mundo de informação, quem você respeita?

As ferramentas de busca e as redes sociais vieram contribuir muito para o nosso processo de trabalho.
No entanto, é um grande facilitador de risco.  “Critério” ainda é a palavra chave! Escolher fontes de informações confiáveis independe da vida digital, analógica ou impressa.
Os programas de busca nos oferecem uma grande variedade de imagens em altíssima resolução, onde eles não se responsabilizam pelas postagens das mesmas por seus usuários, e deixam isto bem claro!
 E neste caso, não importa quem postou, mas sim que as utilizou de modo indevido, que assume o risco processual de Direitos Autorais, pois quem tem mais poder, no caso empresas e editoras podem sair perdendo.
Neste caso, fica o conhecimento do profissional de iconografia para avaliar os caminhos hipotéticos de pesquisa, o tempo disponível para a investigação, e possibilidades de substituições do pedido original, caso não seja encontrado, e eliminação dos riscos judiciais.


E você, tem alguma história para contar?

Ana Cristina Melchert

quarta-feira, 14 de maio de 2014

O catador de figurinha


O catador de figurinhas chega a seu trabalho e recebe uma lista de imagens solicitadas, da qual dificilmente sabe a que se destina. Ele liga sua máquina, vai buscar o café e se interar das novidades do dia, enquanto  em sua tela abre automaticamente a página de sua ferramenta predileta de busca, e ali, naquele buraquinho mágico, a janela para o mundo, coloca a palavra-chave da primeira imagem da lista “Abacaxi”! Clica em ” Imagens”, recebe uma nova página com muitos “Abacaxis”! Abacaxis para ele, para o texto, editores , mas principalmente, para a empresa! E claro, o primeiro abacaxi, está mais do que ótimo! Não tem importância se o Abacaxi tem nome próprio, se está contextualizado, se tem dimensão para impressão ou uso digital, Direitos Autorais (nem pensar), e tão pouco se é uma ilustração ou uma foto. Na lista está escrito: “imagem de um abacaxi”.  E escorregando na banana, ele vai colhendo todas as imagens de frutas que estão em sua lista, pois se está na internet, dá para fazer a feira toda. Mas, aí chega a vez do “Pepino”! Ele pode ser grosso ou fino?  Brasileiro ou japonês? 
E pior de tudo: ele pode ter dono, como todo o resto da feira!

E ai?
As imagens serão aplicadas juntas? 
Existe alguma identidade estética entre elas?
Qual a intenção da aplicação destas imagens?
Estes não são problemas do catador de figurinha, que precisa somente terminar sua lista.
Ema, ema e ema cada um com seu problema!
Depois de publicado, seja impresso ou digitalmente, o editor, o autor e  a empresa que se virem!
E o pepino?

Bem, ele, é todo seu!
Ana Cristina Melchert

quarta-feira, 2 de abril de 2014

O Texto é importante para o trabalho de um Profissional de Iconografia?

Ao meu ver é fundamental!
Como podemos garantir a cognitividade da imagem sem a contextualização da mesma?
O texto nos garante a assertividade, a criatividade e novas soluções para a comunicação desejada, com custos reduzidos.

Exemplo:

Pauta: Lua
Simples questões em que o Texto que acompanha a Pauta resolveria! 


























Não entregar o texto a um Profissional de Iconografia, é tirar a excelência do desenvolvimento de seu trabalho.

Ana Cristina Melchert